Crescimento da sífilis exige atenção, também pelo risco de microcefalia

18/02/2016 17:22

Nota FOAESP e Fórum Ong aids RS

 

Crescimento da sífilis exige atenção, também pelo risco de microcefalia

 

A sociedade civil há tempo vem alertando para o crescimento dos casos de sífilis no Brasil. O aumento de infecções chegou a 603% no estado de São Paulo, em seis anos, e cresceram mais de 50% nos estados do Acre (96,1%), Pernambuco (94,4%), Paraná (63,1%) e Tocantins (60%) no período de um ano. Segundo o Boletim Epidemiológico de Sífilis do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde (2015), os casos de sífilis congênitas nos estados do Amapá (6,6%), Sergipe (11,2%), Mato Grosso do Sul (5,3%), Rio de Janeiro (11,5%) e Rio Grande do Sul (6,9%), apresentaram crescimento no último período, despontando como os mais altos em cada região geográfica.

 

Em diversos espaços de controle social temos denunciado este descaso que se concretiza com o número reduzido de profissionais, a falta de informações e ações de comunicação consistente e a carência de medicamentos - sobretudo a penicilina benzatina em falta no sistema de saúde desde o semestre passado.

 

Agora com o crescimento dos casos de zika há uma preocupação crescente com o aumento dos casos de microcefalia, o que ocupa discursos governamentais e largos espaços na mídia. No entanto, há que se considerar a existência de uma relação direta entre a sífilis e a microcefalia e que ações de prevenção mais robustas e de atendimentos com maior eficiência no passado recente, poderiam ter contribuído para evitar o crescimento destes casos junto as gestantes.

 

A falta de sensibilidade dos gestores tem sido a grande responsável para este quadro agravado e, por mais que alertemos sobre esta visível realidade, poucas ações de combate ao crescimento da sífilis foram realmente implementadas. Acabamos assistindo assustados as centenas de casos de mães e famílias sofrendo por algo que poderia ter sido evitado com elementos fundamentais na gestão de política pública como informação, acolhimento, medicação e tratamento.

 

Diante desta realidade esperamos que os Governos: federal, estaduais e municipais se sensibilizem e mobilizem recursos para que as ações de enfrentamento as DST´s sejam constantes ao longo do ano e não apenas episódios raros em situações de crise.

 

Fórum das ONG Aids do Estado de São Paulo

Fórum Ong Aids RS


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